Eleições de outubro e câmbio: o que considerar para quem investe nos dois países

Eleições de outubro e câmbio: o que considerar para quem investe nos dois países

O Brasil vai às urnas em 4 de outubro. Veja como o mercado está se posicionando e três pontos práticos para proteger patrimônio e remessas até lá.

EA Financial Advisory

Miami – FL

Estratégia, finanças e governança.

27 Sep, 2026 Tempo de leitura: 4 min

O Brasil vai às urnas em 4 de outubro de 2026 para eleger presidente, governadores, senadores e deputados, com eventual segundo turno marcado para 25 de outubro. Historicamente, esse tipo de calendário aumenta a volatilidade do real e da bolsa brasileira, e quem tem patrimônio ou fluxo de caixa entre Brasil e Estados Unidos sente esse efeito de perto.

O clima do mercado antes do primeiro turno

Segundo levantamento do BB Investimentos, setembro começou com um cenário que combina juros elevados tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, riscos geopolíticos e atenção crescente dos investidores ao processo eleitoral brasileiro. Em agosto, o dólar voltou a ganhar força e fechou o mês cotado a R$ 5,19, uma valorização de 2,22% no período, enquanto o Ibovespa encerrou com queda de 0,33%, depois de um mês marcado por forte volatilidade: o índice chegou a acumular perda de 6,5% até o dia 18, recuperando parte disso na reta final.

Levantamentos do setor também apontam a saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira, somada à incerteza eleitoral, como um dos fatores que pesam sobre os ativos domésticos, o que reforça a cautela recomendada por diversas casas de análise para a renda variável brasileira até a definição do resultado.

Pontos práticos para quem opera nos dois países

Primeiro, planejamento de remessas: se há uma transferência grande prevista entre Brasil e Estados Unidos nos próximos dois meses, vale desenhar um cronograma que não dependa de acertar o dia exato da cotação, diluindo a operação em vez de concentrar tudo perto do primeiro ou do segundo turno.

Segundo, diversificação como proteção, não como aposta: manter parte do patrimônio em dólar e parte em real, de acordo com a necessidade de caixa em cada moeda, tende a suavizar o efeito de qualquer surpresa nas urnas, seja ela qual for.

Terceiro, decisões de investimento não devem ser tomadas com base em previsão de resultado eleitoral. O histórico brasileiro mostra que o mercado reage ao resultado em si e, principalmente, à composição do Congresso e aos sinais de política econômica que vêm depois da eleição, não ao favoritismo apontado em pesquisas.

EA Financial Advisory

Miami – FL

Estratégia, finanças e governança.

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